domingo, 15 de fevereiro de 2009

O que é a felicidade afinal?


Constantemente recebemos emails que nos sugerem reenvios em que nos é pedido para fazermos um pedido e o primeiro que nos vem à idéia, geralmente, é: "quero ser feliz"...

Mas afinal o que é, realmente, a felicidade?

Que sentimento é esse que é tão diferente e varia tanto de pessoa para pessoa?

E muitas vezes pensamos na vida e perguntamos se fomos ou se somos felizes...
Na verdade, para mim, a felicidade não é mais que uma designação, um nome que damos a uma série de momentos, de recordações, de amizades, de pessoas que de um modo ou outro estão relacionadas connosco, que se envolvem na nossa vida e nos dão o que sabem dar de melhor, é o simples facto de estar vivo, de conseguir continuar vivo, de acordar todos os dias... Também a capacidade de sofrer, de chorar, de sentir dor e saudade, isso também é felicidade!! Como?? Simples, porque é sinal de que ainda conseguimos sentir, raciocinar, é sinal de não estarmos mortos em vida, como há muita gente que está e nem se apercebe disso...

É bom estarmos com uma doença, significa que poderíamos ter 10 doenças, mas temos saúde bastante para nos identidicarmos apenas uma doença... É bom termos inimigos, porque são eles que nos abrem os olhos para vermos bem melhor os amigos que temos do nosso lado... É bom termos desgostos de amor, porque surpreendemo-nos pela positiva ao apercebermo-nos da nossa força e capacidade de erguer e recomeçar a amar de novo... É bom cair, caír financeiramente, moralmente, fisicamente... porque quando se está no chão, só se pode vir para cima!!

Pensem nisto... a felicidade não é assim tão difícil de atingir, de reconhecer e de se sentir... basta estar vivo!! E ela está em tudo... o ser humano só tem de aprender a reconhecê-la onde ela realmente existe, e não fantasiar ou idealizar...

Felicidade não é abstrata, não é inatingível, não é rara nem frágil... é sólida e está presente no nosso dia-a-dia, tal como o nascer do sol e o aparecer da lua... é só senti-la...


Epara si o que é a felicidade afinal?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A idéia errada do que é estar desempregado...


Um dia destes, à saída do supermercado, passei por uma banca com alguns bonecos. Percebi logo do que se tratava. Estavam a vendê-los no sentido de angariarem fundos para ajudarem uma boa causa. A banca estava abandonada. Ninguém nas imediações. Como também não estou em posição de ajudar, limitei-me a varrer com o olhar aquela mesita colorida, com um exército de bonecos perfilados, (entre outros objectos), esperando pacientemente o momento da sua remoção. Quando menos esperava, a responsável pela bancada, apareceu nas minhas costas, perguntando-me se estaria interessada em ajudar aquela causa.

Recordei-me que é precisamente em Outubro que começam estas campanhas e que foi sempre nesta altura que eu fui metralhada com pedidos oriundos dos mais diversos quadrantes. Poder-se-ia dizer, sem exagero, que o país sai à rua neste mês para fazer o peditório. Enquanto trabalhei, e como todas as pessoas que sobrevivem com um magro salário mensal, sempre fui ajudando na medida das possibilidades. Agora, infelizmente, não posso.

Até o direito à ajuda ao próximo me foi cortado.

Ainda assim, consigo fazê-lo, algumas vezes. Nada de extraordinário. Ora, se havia meses mais problemáticos enquanto trabalhei, agora todos os meses são problemáticos. Este mês, por sinal, está a ser particularmente difícil, devido a problemas pessoais que estou a tentar resolver, e enquanto não se resolverem esses problemas, tenho de aguentar. A senhora virou-se para mim e perguntou-me se não queria contribuir. Eu expliquei-lhe a minha situação. Lá concordou comigo. Retomei a marcha rumo à porta automática.
Mas, a determinada altura, não se dando por vencida, insistiu que a contribuição se resumia a um só euro. Voltei-me para ela e expliquei-lhe que, no meu caso, um euro era muito dinheiro neste momento… e é verdade!

O que se passa é que as pessoas não fazem a mínima ideia do que é estar desempregado, sem ajudas de governamentais, e muitas nem querem saber sequer…