terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Poema de Fátima Irene Pinto

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um ano de ausência...


Para ti, avó querida que vives dentro do meu coração, nele não partiste, continuas comigo, todos os dias, a cada hora do dia, pois estás em mim, na minha alma, na minha força, na minha luta, nas minhas vitórias e derrotas pessoais, no meu sorriso, nas minhas lágrimas, tu vives através de mim, porque uma mulher como tu nunca morre, apenas se ausenta durante o tempo que demorará a estarmos juntas de novo, a sorrirmos juntas, a vivermos juntas de novo. Faz agora um ano que partiste, mas apenas fisicamente, porque sei que estás aqui, do meu lado, a conduzir as minhas mãos ao escrever estas memórias, porque não sei porquê, continuo a sentir-te aqui comigo, e isso é muito bom. Por isso, olá avó Helena... Espera só mais um pouco, e um dia estaremos juntas de novo. Amo-te mais do que ontem e menos do que amanhã...Continuas a ser o meu porto de abrigo, como foste todos estes anos. Da tua neta Susana.



Sorri quando a dor te torturar

E a saudade atormentar

Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz